Índice das Empresas Mais (e Menos) Empáticas – Qual o impacto e como iniciar o caminho para o topo?

Os resultados para apurar o 2016 Empathy Index foram anunciados e no artigo da Harvard Business Review, a autora e fundadora da empresa de consultoria, conclui que o top10 de empresas do Global Empathy Index aumentaram o seu valor em mais do dobro e geram resultados 50% superiores às empresas menos empáticas.

“empathy, which is about understanding our emotional impact on others and making change as a result, is more important to a successful business than it has ever been, correlating to growth, productivity, and earnings per employee.”

Qual o impacto em ter uma cultura organizacional mais empática?

– Retenção de talento

– Ambiente de trabalho que acolhe e beneficia da diversidade

– Níveis de performance colectiva que geram valor superior à média.

Como se inicia este caminho para o top das empresas mais empáticas?

Todo o caminho rumo a um ambiente organizacional onde as pessoas são valorizadas, i.e., que implique trabalhar com dinâmicas humanas, tem necessariamente de iniciar-se pela coragem de reconhecer honestamente o que não está bem.

“Start by identifying the trouble spots” afirma a autora do artigo original. 

E é neste ponto que este artigo inspira o presente post e liga-me imediatamente com o sentido de propósito maior daquilo que faço – a necessidade de ganharmos habilidade para olhar o que não funciona.

Para reconhecer ‘o que é’ precisamos desenvolver competências para saber observar, escutar, falar, pensar e agir no meio de tensão, incerteza e divergência, e acima de tudo, capacitar pessoas para lidar com a presença do medo da falha. Pois muitas vezes o ‘o que é’ é dissonante com o que esperávamos ou gostaríamos que fosse.

Num mundo de peritos e especialistas, ou antes de pessoas a quem é exigido vestir tais títulos, torna-se, muitas vezes, assustador convocar um espaço para falar abertamente sobre o que não funciona.

E Então?

E se existisse a possibilidade de falar sobre o que não funciona de forma segura e estruturada, sem ser arrastado para o jogo do culpado ou inocente, será que mais empresas se atreveriam a olhar aquilo que não funciona?

Pois asseguro-vos que é possível! Acumulamos nos dias de hoje um nível de conhecimento e práticas que nos dão acesso a essas condições de segurança e necessidade de ordem.

Os principais modelos e princípios com os quais facilito acções de grupo (Art of Hosting e Teoria U) são um exemplo dos vastos recursos que dispomos hoje.

Em todos estes modelos participativos somos chamados a convocar a magia da autenticidade, o que envolve a adopção de linguagem e de uma qualidade de presença que nos deixa trabalhar com profundidade e abrangência a realidade complexa dos grupos.

À medida que a expressão autêntica ganha forma dentro da organização, verificamos igualmente níveis de colaboração superior, maior agilidade na comunicação e coesão na acção.

Celebro a criação deste índices e de outros semelhantes, da mesma forma que celebro e escolhi apoiar tudo o que nos remete para a necessidade de (re)humanizarmos todas as nossas relações.

Esta (re)humanização beneficia pessoas, organizações e, certamente, o mundo.

E agora?

O número de evidências sobre os benefícios deste movimento de (re)humanização está em crescendo e a possibilidade de aceder aos métodos para o fazer está ao dispor de qualquer um. O passo seguinte envolve necessariamente o compromisso com a prática.

Para saber mais como criar espaços de prática tem aqui uma proposta de solução.

Artigo original: The Most (and Least) Empathetic Companies, 2016