Alan Watts – A Beleza Em Ser Nada

Foi em 2010 que pela primeira vez fui convidada a tornar-me ‘Nada’.
Estava a realizar a certificação em gestão sistémica através da metodologia das constelações organizacionais.

O convite à beleza e riqueza de me tornar ‘Nada’ foi-me apresentado como uma atitute ou estado de presença pessoal, essencial à facilitação de constelações sistémicas – metodologia fenomenológica de intervenção em sistemas organizacionais. (mais sobre fenomenologia)

‘MA’ foi a expressão japonesa apresentada pelo nosso Professor, ao falarmos da qualidade de presença que um facilitador deve procurar desenvolver. Uma qualidade de presença vazia que observa os movimentos dentro de si, resultantes da relação com um contexto imediato. Sensoriar o que está presente, mas não é visivel, e facilitar a emergência de um forma que permita a observação dos fenómenos mais subtis que caracterizam os sistemas vivos.

E já faz mais de 6 anos que iniciei esta jornada de procurar ‘esvaziar-me de mim para ser capaz de encher-me de nós’. Um compromisso de prática pessoal, que sinto como crucial para auxiliar-me a manter-me aberta, e muito valioso enquanto facilitadora e coach.

Hoje ao cruzar-me com este vídeo celebro as memórias de um ano em que encontrei um espaço seguro e permiti-me praticar algo que havia deixado para trás, faz muitos anos.

Esta forma de estar presente, querer escutar e reconhecer o que está presente é um constante pegar e largar, um esvaziar permanente para ter espaço para o que quer ser.

Para todos aqueles que trabalham com processos de aprendizagem e acção criativa é certamente uma forma de estar presente que facilita o alcançar de maior envolvimento e participação das pessoas.

Este vídeo convoca todos os sentidos e por isso auxilia a compreensão deste convite que vos falo. O convite a caminharmos do eu para nós.

É uma jornada de actualização desafiante, mas que a cada dia, e em face dos perigos que espreitam, se torna cada vez mais urgente sermos mais a iniciar. Este iniciar começa com um mergulho em nós mesmos, para, em ritmo próprio, elevarmos o nível de consciência individual, a partir do qual agimos no mundo. Elevar os nossos níveis de atenção para um patamar que Tudo inclui.

É esta a beleza inteligente que vejo no tornarmo-nos NADA.

Grata

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